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Denise (MT), 13 de dezembro de 2019 - 07:29

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01/10/2019 18:30

Vídeo mostra garota cantando com prima antes de morrer envenenada

Um vídeo emocionante gravado pela família da menina Mirella Poliana Chue de Oliveira, 11 anos, mostra um dos últimos momentos dela cantando a música “Era uma vez”, da cantora Kell Smith. A gravação teria sido feita pela avô da menor, um dia antes dela passar mal devido a séries de doses de veneno dada pela madrasta, Jaira Gonçalves de Arruda. 
 
A morte de Mirella é investigada pela "Operação Branca de Neve", da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). O caso ganhou repercussão devido a crueldade e semelhança com a história da princesa Branca de Neve, que é maltratada pela madrasta até ser morta com uma maça envenenada.
 
No vídeo, Mirella está abatida e acamada, de mãos dadas com uma prima. Ambas se emocionam cantando a música.
 
A gravação de mais de 2 minutos, registra esse momento da menina que chega a chorar ao cantar um dos trechos da música. "É que agente quer crescer e quando cresce quer voltar do início. Porque um joelho ralado doe bem menos que um coração partido", canta a menina com a voz embargada e segurando a mão da prima.
 
Em seguida, ao perceber a emoção da neta, a avó de Mirella pede para que ela não chore. Em outro vídeo, Mirella aparece caminhando pelo saguão do hospital, na última internação das nove vezes que foi encaminhada a emergência. Ela conversa com a avó olhando a cidade de uma sacada. 
 
Mirella morreu em junho de 2018. 
Herança e investigação
 
Em 9 de setembro de 2019, Jaira Gonçalves de 42 anos foi presa, acusada de envenenar e matar a enteada de 11 anos por contra de uma herança de R$ 800 mil. A Polícia Civil apura que a madrasta envenenou Mirella com doses diárias de uma substância de venda proibida, por pelo menos dois meses.
 
A vítima deu entrada em um hospital particular, já morta. A equipe  médica desconfiou que seria um caso de meningite, bem como abuso sexual e por conta dessas suspeitas solicitou uma exame de necropsia. O resultado do exame constatou que a menina teve intoxicação crônica ou aguda, causando a morte.
 
Mirella foi internada 9 vezes em dois meses. Os delegados acreditam que a motivação seria uma indenização de R$ 800 mil que Mirella teria direito de usar quando fizesse 18 anos. A indenização seria que por conta de um erro médico que vitimou a mãe da menina no parto em que nasceu.
 

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