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Política

18/05/2020 09:16 Pablo Rodrigo/ Gazeta Digital

Fávaro costura apoio de Bolsonaro para a eleição

O senador interino Carlos Fávaro (PSD) já vem articulando nacionalmente um possível apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para a disputa da eleição suplementar ao Senado. O pleito deverá ocorrer juntamente com as eleições municipais de outubro, caso não seja adiado novamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A costura para o apoio passa pela negociação entre Bolsonaro e o chamado Centrão do Congresso Nacional, um vez que o PSD é um dos partidos envolvidos.

 

Conforme A Gazeta apurou, neste acordo entre o Planalto e os partidos do Centrão, o PSD ficaria com o Ministério de Ciência e Tecnologia, que atualmente é ocupado pelo astronauta Marcos Pontes.

 

O presidente da sigla, Gilberto Kassab, assumiria o Ministério e ainda articularia o apoio dos bolsonaristas em algumas disputas municipais, e, entre esse apoio, a disputa suplementar ao Senado em Mato Grosso.

 

A tentativa do PSD e Fávaro é fazer com que a tenente-coronel Rúbia Fernanda (Patriotas) recue da candidatura, a pedido de Bolsonaro, já que foi o próprio presidente que a lançou como candidata.

 

A tentativa do PSD e Fávaro é difícil, porém, caso não consiga o recuo, o senador interino pelo menos espera que Bolsonaro e o seu clã fiquem neutros e não declarem apoio a Rubia Fernanda.

 

A investida do PSD e do Centrão vem no momento em que o governo Bolsonaro passa por mais uma crise e se encontra fragilizado. E tanto Kassab quanto Fávaro sabem que um voto no Senado vale muito para um governo em crise.

 

A possível ida de Kassab para o Ministério também fortalecerá Fávaro com o governador Mauro Mendes (DEM) para garantir o apoio do governador ao senador interino, e, consequentemente, enfraquecendo as candidaturas do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e de Júlio Campos (DEM).

 

Carlos Fávaro assumiu interinamente uma vaga no Senado no dia 17 de abril, após a decretação da perda de mandato de Selma Arruda (Podemos), cassada por Caixa 2 e abuso de poder econômico.

 

Nesse um mês de mandato, Fávaro já participou de 10 sessões, 16 votações, com 4 emendas emplacadas em projetos aprovados pelo Senado. Selma foi cassada primeiramente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a sentença foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Ele está no cargo com base em uma decisão liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que atendeu um pedido do governador Mauro Mendes, que solicitou a posse do 3º colocado nas eleições de 2018, após a cassação da ex-senadora pela Justiça Eleitoral.

 

Toffoli determinou que Fávaro fique no cargo até que se realize uma nova eleição para preenchimento da vaga deixada por Selma. Para o presidente da Corte Suprema, Mato Grosso não poderia ficar com apenas 2 senadores, por conta do pacto federativo que garante a paridade de representatividade dos estados no Senado com 3 representantes.

 

Carlos Fávaro disputou o Senado em 2018 terminando em terceiro lugar com 434.972 votos.


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