Superbom final

Denise (MT), 27 de junho de 2019 - 03:13

? ºC Denise - MT

Política

10/06/2019 19:20

Políticos ofereceram R$ 5 milhões por silêncio de agiota, diz Riva

A declaração consta em uma gravação do depoimento do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, ao Ministério Público Federal.

O ex-deputado estadual José Geraldo Riva contou ao Ministério Público Federal (MPF) que um grupo, segundo ele, formado pelo conselheiro afastado Sérgio Ricardo, o ex-governador Silval Barbosa e um advogado do ex-secretário Eder Moraes - discutiram uma proposta para evitar que o empresário Gerson Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, delatasse um esquema de corrupção no Governo do Estado descoberto pela Operação Ararath.

 

O depoimento do ex-deputado consta em um áudio divulgado nesta segunda-feira (10), pelo site Gazeta Digital.

De acordo com a declaração de Riva, o grupo se reuniu em um apartamento da irmã de Sérgio Ricardo, localizado na Avenida Antártica, em Cuiabá, para tratar sobre as buscas e apreensões na casa de Júnior Mendonça, feitas pela Polícia Federal, na primeira fase da operação.

“Havia uma estratégia. Eles tinham pedido para o Blairo [Maggi] intervir para tentar ajudar. Naquela ocasião falaram que tinha que colocar R$ 5 milhões que era o que o Gerson Marcelino queria para não delatar”, detalhou.

“Havia uma estratégia. Eles tinham pedido para o Blairo [Maggi] intervir para tentar ajudar. Naquela ocasião falaram que tinha que colocar R$ 5 milhões que era o que o Gerson Marcelino queria para não delatar”, detalhou Riva.

No entanto, o ex-deputado deixa claro que o plano não foi efetivado por falta de interesse do ex-governador e ex-ministro Blairo Maggi (PP).

“Essa reunião acabou não tendo muito efeito porque quando foram atrás do Blairo ele disse: Cada um se vira com o seu”, relatou José Riva.

A primeira fase da Operação Ararath foi desencadeada pela Polícia Federal, em 2012, quando foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, com o objetivo desbaratar uma quadrilha que usava factorings como empresas de fachada para lavagem de dinheiro. O principal alvo foi o empresário do Grupo Amazônia Petróleo, Júnior Mendonça, apontado como gerente do ‘esquema’.

“Essa reunião acabou não tendo muito efeito porque quando foram atrás do Blairo ele disse: Cada um se vira com o seu”, relatou José Riva.

A investigação teve início em 2011, com a finalidade de apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional (operação clandestina de instituição financeira) e lavagem de dinheiro.

O grupo investigado utilizava-se de empresas de factoring (fomento mercantil) como fachada para concessão de empréstimos a juros a diversas pessoas físicas e jurídicas no Estado, tendo como base operacional a empresa Globo Fomento Mercantil, em Várzea Grande, que movimentaram mais de R$ 500 milhões.

No ano de 2014, a PF deflagrou a quarta fase da operação, que culminou nas prisões de Riva e Eder Moraes. As investigações foram feitas com base na delação de Júnior Mendonça envolvendo vários políticos. Ele devolveu R$ 12 milhões à Justiça.

O apartamento do então governador Silval Barbosa também foi alvo de busca e apreensão e ele acabou detido por ilegal de armas. Até este ano, 15 fases da Ararath foram deflagradas.

Reportermt

 


Fb img 1544175875577Img 20190104 wa001820190116 100549Superbom estatico
Superbom final

Click Denise

Todos os direitos reservados
É proibido a cópia total ou parcial do conteúdo, e a reprodução comercial sem autorização.
Denise- MT

Contato

Redes Sociais

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo