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20/10/2019 20:11

'Quando ouvi a palavra câncer eu achei que iria morrer', lembra vendedora

Alvina começou sua luta contra o câncer em 2017 com um exame de mamografia. Há sete meses ela está livre do tumor.

Ao ser diagnosticada com câncer de mama, o primeiro pensamento que veio à vendedora Alvina Vidotti, de 48 anos, foi de que iria morrer. "Quando eu ouvi a palavra câncer, achei que ia morrer", relembra

Alvina está livre do câncer de mama há sete meses, mas ainda segue tomando a medicação, apenas quando completar cinco anos (que é o período que a doença pode retornar) é que poderá se declarar curada.

Ao #repotermt, ela conta sua luta até aqui, que começou em 2017 com um exame de mamografia. Ela relata que foi detectado um corpo estranho na mama direita e os médicos não souberam identificar. Pediram para que o teste fosse refeito. O segundo exame teve o mesmo resultado e ela foi encaminhada para fazer uma ultrassonografia.

Diagnóstico

RepórterMT/Reprodrução

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A paciente e suas médicas  comemora sua vitória contra o câncer.

Alvina utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) e foi até um posto de saúde marcar sua ultrassom.  Um ano se passou e ela não foi chamada para o atendimento e acabou se esquecendo.

“A mulher vai trabalhando, cuidando de filho, marido e casa. Acabei deixando passar”, explica.

Após esse período, já em 2018, ela percebeu que um caroço crescia em seu seio e resolveu fazer todas as avaliações pelo setor privado, tendo que arcar com os custos.

“Era um dinheiro que eu não tinha. Fui contando com ajuda de amigos e familiares e consegui fazer.Fiz ressonância, densitometria óssea e todos os outros procedimentos”, relata a vendedora.

Com os resultados, Alvina foi diagnosticada com câncer de mama. Em seu seio direito havia um nódulo de três centímetros. Sendo assim, foi encaminhada para o Hospital do Câncer (Hcan), mas devido ao grande volume de procura, sua consulta demorava.

Foi então que uma amiga falou de um mutirão que passaria pelo bairro Parque Atalaia, local onde reside. Ela procurou o setor de oncologia e se consultou com a Dra. Karla. A médica a encaminhou para o Instituto de Tumores e Cuidados Paliativos de Cuiabá (ITC), para dar início ao seu tratamento.

Tratamento

Devido ao tamanho do nódulo encontrado, a paciente precisou passar por sessões de quimioterapia durante seis meses, para que pudesse realizar a cirurgia.

“Foram quatro vermelhas (a mais forte) e doze brancas. Eu sofri mais com as brancas, com muitas dores nos ossos” conta.

Vítima da doença, a mulher teve que parar de trabalhar, ficou muito fraca durante o tratamento e seu cabelo caiu quase que imediatamente.

RepórterMT/Reprodrução

Alvina e as amigas que fez durante o tratamento.

Depois de terminar as sessões de quimioterapia, ela passou pelo procedimento cirúrgico. “Removi todo o quadrante do lado direito, não o seio, apenas o quadrante e os linfonodos”, explica.

Até aí foi um grande avanço, mas a batalha contra a doença ainda não estava vencida. O próximo passo foi iniciar as 30 sessões de radioterapia, que eram todos os dias de segunda a sexta, durante um mês e meio.

Nesse período, ela relata que sempre tentou manter-se positiva apesar das adversidades enfrentadas e que é importante que as pessoas tragam boas palavras, para quem enfrentar a doença.

Vitoriosa

Após todos os perrengues enfrentados para receber o diagnóstico e conseguir se tratar, enfim Alvina Vidotti ficou livre do câncer de mama. Em 2019, passado um mês da conclusão de seu tratamento, ela realizou novamente uma bateria de exames que constataram que estava livre do câncer.

Agora ela faz apenas o uso do remédio, de via oral, Tamoxifeno, que deve tomar pelos próximos quatro anos. No entanto, não voltou a trabalhar, pois, não se reestabeleceu ao ponto de retornar as suas atividades.

“Completando os cincos anos farei novos exames e enfim poderei dizer estou curada. Faltam quatro anos”, disse.

Alvina ressalta que é importante que as mulheres façam o autoexame e os exames médicos. No entanto, ela afirma que é triste a demora do SUS, já que leva de seis meses a um ano, para que as pacientes sejam atendidas e realizam todos os exames para receber o diagnóstico.

 

 

 

 

 


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