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Curiosidades

13/09/2020 07:11 Por Agência Brasil

Hoje é o dia da Cachaça! Entenda importância da data

Para o diretor-executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça, Carlos Lima, a bebida ainda é uma grande desconhecida da população

 

O desenvolvimento de novos produtos pelas empresas e o trabalho da academia na inovação e correção de processos de produção também são lembrados por Lima no trabalho de valorização da cadeia. “Mas, apesar de ser um produto produzido de norte a sul, ainda não existe uma rede nacional de tecnologia da cachaça e que seria importante para o auxílio ao micro e pequeno produtor”, ressalta.

Mapa da Cachaça

Desenvolvida nos tempos em que o Brasil ainda era colônia portuguesa, a bebida esteve presente em momentos como a Inconfidência Mineira e durante a escravidão e também está na música e na culinária brasileiras. Para divulgar a cultura e a história que envolve esse destilado, Felipe Jannuzzi e alguns colegas criaram, em 2010, o Mapa da Cachaça, site com guias, receitas e artigos sobre a bebida.

Formado em comunicação, Felipe viaja pelo Brasil, conhecendo alambiques e pesquisando os aromas e sabores da cachaça. Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que o objetivo é inserir a cachaça na internet como patrimônio dos brasileiros e que a equipe está lançando agora a versão do site em inglês. “Conheci gente incrível. É uma bebida que tem uma grande diversidade de sabores. A cachaça produzida em Paraty é diferente da produzida na Serra Gaúcha, por exemplo. Eu fui aprendendo com o tempo, então o que começou como projeto cultural, acabou virando também um projeto sensorial do Brasil”, disse.

De acordo com Felipe, a paleta de sabores da cachaça se dá pela diversidade de madeiras utilizadas no seu envelhecimento. Ele explicou que a bebida pode ser tomada branca depois da destilação ou passar por madeiras. “O mundo inteiro faz isso com carvalho, uma madeira do hemisfério norte. A cachaça pode passar pelo carvalho, mas passa também por mais de 30 madeiras brasileiras. Isso está muito ligado à acessibilidade dessa madeira nos locais de produção”, explicou.

Felipe contou que na Paraíba, por exemplo, a madeira do freijó é muito utilizada; em Salinas (MG), é o bálsamo; e em São Paulo e no interior do Rio de Janeiro se usa o jequitibá ou uma madeira chamada amendoim.

Em 2012, o Mapa da Cachaça foi reconhecido pelo extinto Ministério da Cultura (MinC) como o melhor projeto de mapeamento cultural do Brasil, e em 2014 venceu um edital do MinC e da Embratur para representar a gastronomia brasileira durante a Copa do Mundo por meio de livros, vídeos e eventos.

O Dia Nacional da Cachaça foi criado em 2009 pelo Ibrac em homenagem à data em que a bebida passou a ser oficialmente liberada pela Coroa Portuguesa para fabricação e venda no Brasil: 13 de setembro de 1661. A rebelião ocorrida no Rio de Janeiro à época, conhecida como a Revolta da Cachaça, levou à legalização da bebida, proibida até então.

Mercado

A capacidade instalada de produção de cachaça atinge 1,2 bilhão de litros no país, enquanto a produção efetiva fica em torno de 700 milhões a 800 milhões por ano. Apenas 1% do que é produzido é exportado. Em 2018, a cachaça gerou receita de US$ 15,61 milhões (8,4 milhões de litros) em exportações. Atualmente, a bebida é exportada para mais de 60 países.

São mais de 6,3 mil marcas registradas, entre cachaça e aguardente, no setor que gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos. Carlos Lima, do Ibrac, destaca também a cadeia por trás da cachaça, de geração de renda e fixação do homem no campo, e avalia que, apesar do grande mercado da cachaça estar dentro do país, o volume exportado está aquém do potencial.

Entretanto, os investimentos no setor esbarram na alta carga tributária, que chega a 82% para a cachaça. Segundo o diretor-executivo do Ibrac, a inclusão de pequenas empresas do setor no Simples Nacional, regime tributário simplificado, em 2016, deu um alento, mas grande parcela do volume de produção ainda está sujeito a uma carga tributária elevada.

No ano passado, o instituto lançou um manifesto reivindicando políticas públicas que ajudem o mercado a crescer. Entre elas, o combate à clandestinidade e à informalidade, superior a 85%, segundo o setor, a reavaliação da carga tributária sobre a bebida e a ampliação dos esforços de promoção e de proteção do produto.

Nesse último ponto, este ano a cachaça ganhou o reconhecimento e proteção da Indicação Geográfica da cachaça pela União Europeia, com a assinatura do acordo entre Mercosul e o bloco europeu. As reduções de tarifas também tendem a facilitar os negócios com esse competitivo mercado. Até então, apenas quatro países protegiam a denominação da cachaça: Colômbia, Estados Unidos, México e Chile.

De acordo com Lima, mais importante que o ganho monetário, é a proteção intangível desse ativo que é a cachaça. “Ter a União Europeia reconhecendo a cachaça é como se mandasse uma mensagem do local onde é o berço das indicações geográficas, que existem as mais emblemáticas, como champagne, scotch whisky, produtos alimentícios como parma. E eles reconhecem a cachaça, isso é extremamente importante”, disse.

“A indicação geográfica tem o papel de evitar o uso indevido da denominação por terceiros, por produtos que não são originários do Brasil”, explicou.

 

Dia Nacional da Cachaça: história e curiosidades da bebida brasileira

Dia Nacional da Cachaça: história e curiosidades da bebida brasileira

Já não é de hoje que a cachaça deixou o antigo status de bebida popular para se consolidar cada vez mais como um destilado versátil e de alta qualidade, ideal para ser apreciada pura ou em incríveis drinks com a cara e o sabor do Brasil. Surgida no século XVI, a bebida oriunda da cana-de-açúcar destilada carrega curiosidades únicas que se misturam à história do nosso país.

Com cerca de 500 anos de história, a cachaça caiu no gosto dos brasileiros e ganhou até mesmo sua própria data. Comemorado no dia 13 de setembro, o Dia Nacional da Cachaça celebra esta que é uma das bebidas mais consumidas e enraizadas em nossa cultura. Abaixo, relembramos algumas destas histórias e drinks clássicos que tem a cachaça como base, como a incomparável caipirinha de limão, uma verdadeira paixão brasileira.

Qual a origem da cachaça?

Assim como muitas outras bebidas, a origem exata da cachaça é incerta, mas estima-se que ela tenha sido inventada entre os anos de 1516 e 1532, sendo considerada a primeira bebida destilada da América Latina. Reza a lenda que a cachaça teria surgido como uma variação com cana-de-açúcar na bagaceira, tradicional bebida portuguesa feita a partir dos bagaços de uva destilados.

Ainda segundo a história, o nome da bebida teria surgido do espanhol cachaza, usado para um tipo de vinho consumido em regiões da Espanha e de Portugal. Outras fontes creditam o nome a uma versão feminina de “cachaço”, como os porcos selvagens eram chamados na época. O motivo seria o fato de que o líquido era usado para amolecer a carne do animal antes de seu cozimento e consumo. Devido ao seu antigo processo de destilação, onde pingava do alambique, a cachaça também ganhou o apelido popular de “pinga”.

A proibição e a taxação da cachaça

Depois de ganhar espaço no Brasil colonial, a cachaça passou a servir até mesmo como moeda de troca, sendo utilizada nos negócios escravagistas e compras de bens de consumo da época. Em 1635, a corte portuguesa resolve proibir a cachaça, por razões que variavam do medo de que a bebida causasse uma revolta entre os escravos, passando pela desvalorização da bagaceira e por receio de que o consumo da cachaça interferisse na exploração de ouro no Brasil.

Mas nem mesmo a proibição foi capaz de deter a cachaça, e, sem saída, a Corte resolveu permitir a produção e consumo da bebida, mas com a condição de cobrar uma taxa, que se tornou uma das principais fontes de impostos para o Império Português, sendo um dos mais importantes artifícios para a reconstrução de Lisboa, arrasada por um terremoto em 1755.

Foto: Flickr

A cachaça como orgulho nacional

Ao longo dos anos, a cachaça passou por altos e baixos. Após a fracassada tentativa de proibição pela corte portuguesa, a bebida ganhou espaço no país, originando outras bebidas, como o quentão e a caipirinha, e se tornando um aspecto essencial da formação cultural e social brasileira.

Associada ao consumo pelos escravos e pelas classes menos abastadas desde seu início, a cachaça também levou tempos para se desvencilhar dos preconceitos e do injusto rótulo de uma bebida de qualidade inferior, sem valor na mixologia. Isso mudou com o passar dos anos, quando as cachaças artesanais passaram a ser valorizadas em território nacional e internacional, sendo atualmente exportadas para diversos países.

Curiosidades sobre a cachaça

Atualmente, a cachaça é uma das bebidas mais apreciadas do mundo, sendo equiparada a outros destilados como conhaque, whisky, vodka e similares. Com o selo de qualidade de ótimos produtores nacionais, o destilado se tornou um orgulho do Brasil e base para muitos de nossos incríveis drinks, como as batidas, quentões e, é claro, as indispensáveis caipirinhas, como a tradicionalíssima caipirinha de limão.

Além disso, a cachaça marca presença também no exterior e ainda contribui para o nosso vocabulário:

  • Atualmente, o Brasil produz cerca de 1,2 bilhões de litros de cachaça por ano.
  • A bebida é exportada para mais de 60 países do globo, sendo a Alemanha o principal consumidor externo, respondendo por cerca de 30% das exportações de cachaça.
  • Com mais de 2000 sinônimos, a cachaça é apontada por linguistas e estudiosos como uma das palavras com mais sinônimos na língua portuguesa.

Então, para celebrar o dia de hoje, a dica não poderia ser outra: separe a sua cachaça preferida, corte alguns limões, adicione o gelo, mexa bem e brinde com a clássica caipirinha de limão.  Saúde! (https://bartenderstore.com.br/dia-nacional-da-cachaca/)


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