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09/09/2020 06:21 Fonte: Assessoria MPF

Morador de Tangará é preso por matar homem ao cobrar dívida de 25 euros em Portugal

 

Um brasileiro, morador de Tangará da Serra, que estava foragido, acusado pelo crime de homicídio em Portugal, e denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Mato Grosso, foi preso preventivamente em São Paulo, em 11 de junho deste ano. O caso só pôde ser divulgado agora com o levantamento do sigilo do processo.

Segundo a investigação conduzida por autoridades portuguesas, Sandro Rogério da Silva, de 42 anos, morador de Tangará da Serra, teria sido o responsável pelo homicídio do português Luís Filipe Carecho Nunes e pela tentativa de homicídio contra o ucraniano Roman Adazhiy, crimes ocorridos em janeiro de 2007, na cidade de Entroncamento, distrito de Santarém, em Portugal.

A prisão preventiva de Silva foi pedida pelo MPF e decretada em 27 de novembro de 2019, pelo juiz federal Francisco Antonio de Moura Junior, principalmente pelo fato de o acusado, desde a data do crime ocorrido em Portugal, ter fugido para o Brasil.

Como a Constituição Federal não autoriza a extradição de brasileiros natos, Portugal transferiu o processo para o Brasil, nos termos de Tratado de Extradição (Decreto 1.325/1994). O processo foi submetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), antes de seu encaminhamento definitivo a Mato Grosso, local de residência do investigado.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, as vítimas Luís Filipe Carecho Nunes e Roman Adazhiy se desentenderam com o acusado Sandro, na madrugada de 28 de janeiro de 2007, por causa de uma dívida de €25 (Vinte e cinco euros) em uma casa de prostituição, da qual a companheira do acusado era proprietária.

O acusado teria perseguido o veículo dos dois homens e disparado, atingindo Luís Felipe na cabeça. Roman conseguiu fugir. Luís não resistiu ao ferimento e morreu em 2 de fevereiro. Em seguida, Sandro teria fugido para a Espanha, e depois veio para o Brasil, em companhia da mulher e da filha, vindo a fixar residência em Tangará da Serra.

Em 19 de junho de 2020, a Justiça Federal de Mato Grosso determinou a comunicação da prisão à viúva e familiares da vítima. O processo agora prosseguirá para determinar a culpabilidade ou não do acusado.

 


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