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07/03/2018 07:49

Delegados e chefe do Gaeco depõem na 6ª; ex-amante grampeada será testemunha

Investigados, coronel e ex-secretário de Segurança também vão depor em audiência agendada para sexta

O juiz Murilo Moura Mesquita, da 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá, definiu nesta quarta-feira as testemunhas de defesa que serão ouvidas na audiência marcada para sexta-feira, as 8h30, na ação penal que investiga as interceptações telefônicas ilegais, que envolveram a alta cúpula da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso, no esquema que ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira.

Serão ouvidos os delegados Flávio Stringueta (que coordenou juntamente com a delegada Ana Cristina Feldner, as investigações da Grampolândia na Polícia Civil), Alana Derlene Cardoso, Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino e o ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, que chegou a ser preso na Operação Esdras por obstrução de Justiça.

O magistrado também oficiou o promotor de Justiça e coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), Marcos Bulhões dos Santos. Por ter foro por prerrogativa de função, ele pode escolher o local e a data em que será ouvido, mas o juiz sugeriu, caso o promotor deseje, que ele pode ser ouvido também na sexta.

Também serão ouvidos nesta sexta-feira Yara Ysanne Gonçalves, o policial civil do Gaeco Rafael Meneguine, o ex-secretário de Segurança Pública na gestão Silval Barbosa e presidente da Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (ARSEC), Alexandre Bustamante, além do sub-tenente da PM, José Conceição dos Santos Arruda e o coronel PM Airton Benedito Siqueira Junior, que também chegou a ser preso acusado de obstrução a Justiça no escândalo dos grampos.

Na última sexta-feira, o magistrado homologou a desistência do testemunho da delegada Ana Cristina Feldner e deferiu o pedido da defesa do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, de substituir o depoimento do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques, e o do promotor Marco Aurélio de Castro, promotor e ex-coordenador do Gaeco, pelo de Tatiane Sangali, ex-amante de Paulo Taques, e vítima do esquema de grampos. Como não mora mais em Cuiabá, Sangalli prestará depoimento por carta precatória.

GRAMPOLÂNDIA

O escândalo dos grampos veio à tona em maio de 2017, quando o Fantástico, programa da Rede Globo, divulgou entrevista com o promotor do Ministério Público e ex-secretário de Segurança Pública Mauro Zaque, na qual declarou que o governador Pedro Taques (PSDB), desde 2015 tinha ciência do esquema de arapongagem existente na equipe para espionar adversários. À época, Zaque disse que o esquema foi promovido para obter informações privilegiadas de políticos, jornalistas, servidores e médicos. As ligações teriam sido interceptadas por meio de “barriga de aluguel”, utilizado pela Polícia Militar para monitorar os adversários de Taques.

Dias depois, foram decretadas as prisões do coronel Zaqueu Barbosa, apontado como líder do esquema, e do cabo Gerson Luiz Correa Junior, principal operaador dos grampos. Com o desenrolar das investigações, outros militares tiveram as prisões decretadas.

Ainda foi descoberto um esquema para tentar obstruir as investigações. O grupo tentava levantar a suspeição do desembargador Orlando Perri, relator do processo dos grampos no Tribunal de Justiça.

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