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27/02/2018 07:30

Cabo da PM quer Taques, delegados e promotores de Justiça como testemunhas

No documento, a defesa do cabo Gerson Correa citou 14 nomes para depor em seu favor. O juiz Murilo Mesquita ainda não analisou o pedido.

Preso por participação na chamada “Grampolândia Pantaneira”, o cabo da Polícia Militar Gerson Correa incluiu em seu rol de testemunhas o governador Pedro Taques (PSDB), além de promotores de Justiça, delegados e ex-secretários de Estado.

No documento, encaminhado ao juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, os advogados Thiago de Abreu e Neyman Augusto Monteiro afirmam que o cabo tem direito a solicitar 14 testemunhas, assim como fez o Ministério Público Estadual (MPE) – responsável pela a acusação.

Além do governador, Correa colocou na lista os promotores de Justiça Marco Aurélio de Castro, Marcos Bulhões dos Santos (coordenador do Gaeco) e Arnaldo Justino da Silva. Os delegados Flavio Stringueta, Ana Christina Feldner, Alana Derlene Cardoso e Alessandra Saturnino Zozzolino e Rogers Jarbas (ex-secretário de Segurança Pública e investigado no esquema das interceptações telefônicas) estão inclusos no processo.

Nomes como dos ex-secretários de Estado Fábio Galindo (Segurança), Airton Benedito Siqueira Júnior (Justiça) e Paulo Taques (Casa Civil), além do coronel Antônio Ribeiro Leite e do major Lucélio Ferreira França também estão arrolados.

Ainda de acordo com o documento, Pedro Taques, Flávio Stringueta, Ana Cristina Feldner, Marco Aurélio, Marcos Bulhões, Alana Cardoso, Rogers Jarbas, Paulo Taques e o coronel Antonio Ribeiro vão depor na situação de informantes.

Caso o juiz não aceite as 14 nomes, os advogados se anteciparam para garantir pelos menos três testemunhas para cada crime imputado.

“Na remota hipótese de Vossa Excelência não acolher o primeiro pedido (paridade de armas) ou o segundo pedido (03 testemunhas para cada tipo legal imputado), para que não se alegue preclusão temporal, a defesa arrola como testemunhas, conforme preconiza o artigo 417, § 2º do Código de Processo Penal Militar, as seguintes pessoas: o Promotor de Justiça Arnaldo e o PM Antônio Ribeiro Leite, PM Lucélio Ferreira Martins Faria França”, destaca trecho do processo.

A defesa de Gerson também quer assegurar na lista de testemunhas, o governador, Paulo Taques e o delegado Flávio Stringueta.

O cabo é considerado a peça principal no esquema de escutas iliegais no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso. Em depoimentos ao juízes militares, a sargento Andrea Cardoso e os cabos Euclides Torezan e Cleiton Dorileo apontaram Gerson como responsável pela operação de todo o esquema, durante atuação do setor de inteligência em um escritório na região central de Cuiabá.

Todos confirmaram ser o cabo, o principal mandante da operação, uma vez que todas as instruções que recebiam para atuar nas escutas pelo Sistema Sentinela, equipamento que faz as interceptações telefônicas, partiam de Gerson. As testemunhas ainda disseram nunca ter visto Zaqueu no escritório.

Os juízes militares chegaram a afirmar que o cabo “ultrapassou ordens de coronéis e, por isso, não poderia ser solto”. Gerson também era o responsável pelos pedidos de autorização judicial para “grampear” telefones.

Na denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque, os “grampos” tinham como alvos jornalistas, políticos, magistrados, empresários e agentes públicos.

REPORTERMT


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